Por que tanta tosse?

Por que tanta tosse?

A tosse em crianças pode ter diversas causas, desde um simples resfriado. Mas fique atenta a sinais de algo mais grave.

Meu filho está com tosse. Devo procurar o médico?

Se a tosse do seu filho não melhorar depois de uma semana, procure sim ajuda médica. Veja outros motivos para contatar o pediatra o quanto antes:

  • Se a respiração dele parecer mais rápida do que de costume ou se você tiver a impressão de que ele está com dificuldade para respirar
  • Se seu filho estiver fazendo algum tipo de barulho ou chiado (lembrando um apito) no peito ao respirar
  • Se aparecerem manchinhas de sangue no catarro
  • Se houver febre de 39 graus no caso de bebês maiores que 6 meses
  • Se seu filho for portador de alguma doença crônica, como doença cardíaca ou pulmonar

Posso dar xarope para tosse?

Mesmo que você ache que é só um resfriadinho, pergunte ao médico antes de dar qualquer remédio antigripal, descongestionante, expectorante ou antitosse para o bebê.

O governo brasileiro não recomenda que crianças menores de 2 anos tomem medicamentos contra resfriado, gripe ou tosse sem receita específica. Isso porque hoje em dia muitos dos remédios são considerados ineficazes ou potencialmente perigosos para as crianças.

E se você for mesmo dar alguma medicação, sempre verifique qual é apropriada para a idade do seu filho (nunca dê remédios de adultos para crianças) e se a medida está exatamente como a prescrição (geralmente conforme o peso).

Uma dose maior que a necessária de remédios aparentemente inofensivos como o paracetamol pode até ser fatal.

Por que ele está tossindo tanto?

Há muitos motivos que podem provocar tosse. Veja a seguir as causas mais comuns:

Resfriado

Se a criança tiver um resfriado, ela provavelmente estará com o nariz escorrendo ou entupido, espirros, olhos lacrimejantes, falta de apetite e, às vezes, poderá apresentar uma febre baixa.

Coqueluche

A doença é conhecida pelo barulho típico ou “guincho” que as crianças fazem quando tentam respirar fundo entre os acessos de tosse (os bebês, porém, muitas vezes não têm nem força suficiente para fazer este barulho, e o som da tosse é diferente). A coqueluche é especialmente perigosa em crianças menores que 1 ano.

Alergia, asma e agentes irritantes no ambiente

Uma criança com algum tipo de alergia (como a pelo de gato ou ácaros) pode acabar apresentando sintomas de um resfriado que nunca se cura. Alergias provocam nariz entupido ou escorrendo (líquido transparente) e, em consequência disso, mais tosse.

Crianças com asma tendem a tossir bastante também, especialmente à noite. A tosse geralmente vem acompanhada de congestão no peito, chiado e dificuldade de respirar.

Outra possibilidade para a tosse é que seja provocada por um fator ambiental, como fumaça de cigarro, poluição ou algum agente químico presente no ar emitido por uma fábrica. Neste caso, é preciso identificá-lo e fazer de tudo para eliminá-lo, a fim de resolver o problema.

Em cidades do interior, principalmente em locais próximos a zonas rurais, são comuns as queimadas que causam tosse e até crises asmáticas nas crianças e nos adultos.

Pneumonia

Muitos casos de pneumonia, uma infecção nos pulmões, começam como resfriado. Se seu filho está com um resfriado que só piora, tosse persistente, dificuldade em respirar, febre, dores no corpo e arrepios, procure seu pediatra logo.

Laringite

A tosse é muito característica, e se parece mesmo com o latido de um cachorro, ou às vezes com o som emitido por uma foca. Ela surge na maioria das vezes no meio da noite.

Na maioria dos casos, no entanto, a doença é menos grave do que parece pelo som da tosse. A criança também pode ficar rouca e ter febre baixa.

Objeto inalado ou engolido

Tosse de uma semana ou mais sem qualquer outro sintoma associado (nariz escorrendo, febre, letargia) pode significar que seu filho está com alguma coisa presa na garganta ou nos pulmões. Esse tipo de ocorrência é mais comum entre crianças que já começaram a se movimentar e têm mais acesso a pequenos objetos.

“A criança pode ter inalado ou engolido um pedacinho de comida ou de plástico, que acaba indo parar nos pulmões e provoca uma infecção”, afirma Richard Scarfone, especialista de pronto atendimento.

Se houver suspeita de algum corpo estranho no seu filho, o médico vai pedir uma radiografia do tórax.

Refluxo

Uma tosse persistente, sem outros sintomas de resfriado, pode ser um dos sinais do refluxo, um problema comum em bebês pequenos, que se resolve naturalmente com o desenvolvimento da criança.

A tosse do refluxo é frequente à noite, quando o bebê está deitado e após as mamadas, e é causada pela “volta” do leite até a garganta ou a boca.

O leite que volta para a boca pode acabar sendo aspirado para os pulmões, causando irritação, tosse e até pneumonia.

Sinusite

Se seu filho está tossindo, em especial à noite, com o nariz escorrendo há dez dias (secreção amarela ou esverdeada), e o médico já descartou a possibilidade de pneumonia, é possível que ele desconfie de uma sinusite.

A sinusite é uma infecção bacteriana das cavidades respiratórias no rosto. A tosse acontece porque o catarro fica descendo pelo fundo da garganta. A tosse pode ser tanto produtiva (com catarro) como seca.

É relativamente raro crianças pequenas sofrerem de sinusite. Se a doença for diagnosticada, ela pode ser tratada com antibióticos.

Fonte: BabyCenter Brasil

https://brasil.babycenter.com/a7400044/tosse-em-crian%C3%A7as-1-3-anos

USP lança primeiro site dedicado a crianças diabéticas

USP lança primeiro site dedicado a crianças diabéticas

O objetivo é oferecer informação gratuita e de qualidade tanto para pais quanto para os pequenos que sofrem com diabetes tipo 1 – a segunda doença crônica mais prevalente na infância.

O que muda na vida de uma criança com diabetes? Qual a diferença da versão da doença que aparece na infância para aquela que atinge os adultos? Essas e outras perguntas estão respondidas no site Crianças com Diabetes, o primeiro do país com informações e orientações sobre diabetes tipo 1 elaboradas especialmente para aqueles que mais sofrem com o problema – as crianças e os adolescentes.

O projeto foi uma iniciativa da aluna do curso de Nutrição e Metabolismo da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo Érika Monteiro Silva. A estudante queria fazer, em sua iniciação científica, um trabalho que envolvesse educação e crianças com diabetes. Foi aí que ela procurou o professor Raphael Del Roio Liberatore Junior, do departamento de pediatria da FMRP e que tem como principal linha de pesquisa exatamente o diabetes infanto-juvenil. “Fazia tempo que eu queria montar um site voltado para crianças e adolescentes diabéticos”, conta Liberatore.

Em pouco tempo, alunos de outros cursos – como informática, medicina e enfermagem – também embarcaram nessa ideia. O resultado veio um ano depois, no dia 7 de agosto de 2015, quando o site entrou no ar. “É um serviço da universidade de volta para a população”, afirma o médico. Junto com o lançamento, foi iniciado um concurso para escolher um nome para o mascote do site, um simpático leãozinho. “No dia 10 de setembro vamos divulgar o ganhador e, a partir daí, o site será atualizado com reportagens, matérias científicas, curiosidades…”, diz Raphael Liberatore.

Além do Crianças com Diabetes, o projeto inclui um blog, no qual as pessoas podem se inscrever para esclarecer dúvidas sobre a doença. “Com a minha supervisão, as perguntas serão respondidas semanalmente pelos alunos”, revela o professor da FMRP. A ferramenta também deve começar a funcionar depois do dia 10 de setembro.

O diabetes tipo 1

Quando se trata de doenças crônicas na infância, o diabetes tipo 1 só perde para a asma em termos de prevalência. “A Federação Internacional de Diabetes estima que existam por volta de 1 milhão de crianças diabéticas no Brasil”, informa o docente da USP. Segundo ele, faltam informações a cerca dos sintomas, do diagnóstico e dos cuidados que os pequenos com essa enfermidade precisam tomar. “75% das crianças com menos de 5 anos só descobrem o diabetes quando já estão à beira da morte”, alerta Liberatore.

E tem mais: é cada vez mais comum ver meninos e meninas a partir de 1 ano com a doença. De acordo com Raphael, ainda não se sabe ao certo por que o número de casos nessa faixa etária vem crescendo. Mas entre as ações que ajudam a combater esse cenário são aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida e assegurar, desde cedo, que os pequenos tenham uma alimentação saudável e equilibrada.

Veja o site: Crianças com Diabetes